O 06 de abril de 2011 estará marcado, para sempre, na história atleticana. É a data de mais um vexame, uma aberração, de um clube que insiste em maltratar sua gente, já calejada por tamanho sofrimento, que não sabe o que é um título de expressão há quase 40 anos.
A eliminação da Copa do Brasil diante do fraquíssimo, ingênuo e debilitado Grêmio Prudente, lanterna e virtualmente rebaixado no Campeonato Paulista, escancara a gravidade do momento alvinegro, às portas de um Brasileirão e da fase decisiva do Campeonato Mineiro.
E o pior: não é a primeira - e provavelmente não será a última - vez que o Atlético machuca seus torcedores com um enredo semelhante e recorrente.
Como disse aqui, num dos últimos posts, a Copa do Brasil é sinônimo de mau agouro para a metade preta e branca de Minas Gerais. E o histórico do clube na competição nacional, que reserva ao seu campeão uma vaga na Libertadores da América, não é fruto de uma ‘maré de azar’, antes fosse.
Na maioria das vezes, a ‘dobradinha’ formada pela incapacidade técnica e pela imaturidade psicológica - ao atuar, não raro, pressionado por resultados ruins nos jogos de ida - é a responsável pela eliminação precoce do Galo de um torneio ainda inédito na sua estante de conquistas.
O pior, nessa quarta-feira, não foi a eliminação ridícula diante do Prudente. O descalabro inconcebível para boa parte da torcida foi ver o técnico Dorival Júnior - que não é, nem de longe, o único culpado pelo momento da equipe - dizer que estava contente em ver um time vibrante dentro do gramado da Arena do Jacaré. No contexto de um esporte de alto rendimento como é o futebol, de atletas profissionais e muito bem pagos, com excelente estrutura de treinamentos, altamente alardeada e lembrada, a vibração não pode ser comemorada: ela deve ser exigida, pois é obrigação.

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